O assimassim já tinha divulgado que iria reabrir a passagem de nível na Travessa do Teatro, em Vila Praia de Âncora, isto após um protocolo entre o município caminhense e as Infraestruturas de Portugal no âmbito da electrificação da linha do Minho. Um velho anseio das gentes daquela freguesia...
Agora, e em nota de imprensa, o PSD de Caminha salienta que esta força política «sempre afirmou» que a reabertura iria acontecer e, como tal, «a aprovação deste acordo de cooperação é apenas mais uma fase de todo o processo, que está ainda longe de terminar, porque terá de ser elaborado um projecto , haver aceitação pela Assembleia de Freguesia, existirão ainda processos morosos relacionados com terrenos, assim como deverão considerar-se os tempos de adjudicação de obra e toda a panóplia de procedimentos até que tal seja conseguido».
Relembra, também, que o «anterior executivo encetou negociações e esclarecimentos para demonstrar à Refer que a população não concordava com aquele encerramento. E, afirma ter sido o PSD o responsável pela abertura da passagem da Rua Cândido dos Reis, pelo menos para que as tradições religiosas fossem respeitadas, retirando o antigo “ muro da vergonha”».
Por outro lado, remonta a 1988 e refere que a « câmara de Caminha assinou um protocolo com a Refer para encerrar as passagens de níveis em Vila Praia de Âncora. Fê-lo “nas costas da população”, sem dizer nada a ninguém. Atraiçoaram Vila Praia de Âncora dividindo a freguesia num dos seus eixos comerciais mais importantes.
A surpresa aquando do encerramento da passagem na Travessa do Teatro foi enorme, isto porque, e segundo refere o PSD, tinha-se realizado a obra de valorização da freguesia, encetada pelo executivo PSD, ou seja, a requalificação do Parque Ramos Pereira, da Rua da Lagarteira e a criação de um parque de estacionamento condigno que servisse os comércios da freguesia, foram todos “apanhados de surpresa” com o encerramento desta passagem ».
«Sem relações não há diálogo»
O assimassim contactou o presidente da Câmara Municipal de Caminha, Miguel Alves, com o objectivo de obter esclarecimentos. O autarca local sublinhou que o «executivo do PSD não conseguiu nada da REFER durante 3 anos a propósito da passagem da Travessa do Teatro. A única coisa que aconteceu é que a Câmara PSD apresentou 2 desenhos à REFER que foram chumbados apesar de o Município assumir a totalidade da despesa da obra e a ex-presidente cortou relações institucionais com a empresa. Sem relações, não houve diálogo nem soluções.Mas, o executivo socialista fez tudo, ou seja, «retomou as relações institucionais que estavam cortadas, apresentou um ante-projecto de passagem desnivelada (única possível) que foi considerada primeiro pela REFER e depois pela Infraestruturas de Portugal (IP), lutou contra o Governo do PSD que interrompeu os procedimentos para a modernização da Linha do Minho, última oportunidade para enquadrar a obra da Travessa do Teatro, voltou ao tema depois do Governo PS ter recuperado a ligação entre Viana do Castelo e Valença do Minho, negociou com o Governo de Portugal e com a IP para poder ter a passagem nivelada, foi conseguindo que a IP assumisse parte dos custos da obra e só se deu por vencida a batalha quando o Conselho de Administração da REFER decidiu assumir, inteiramente, os custos de concessão e construção da passagem desnivelada», sublinhou Miguel Alves.
Em resposta ao referido pela oposição de Caminha quanto ao sucedido no ano de 1988o líder do município caminhense deixou o recado: «Para quem não gosta de falar do passado, buscar razões há 28 anos para explicar que o PSD é inocente nisto tudo é obra! Há um protocolo dessa data que permitiu fazer o viaduto da Cruz Velha que liga a N13 à marginal de Vila Praia de Âncora, o túnel por baixo da linha do caminho de ferro na parte sul da Avenida Ramos Pereira e ainda colocar sinalização moderna noutras passagens niveladas em toda a extensão da linha que atravessa Vila Praia de Âncora. Em causa estavam acidentes e mortes ocorridas em espaços de atravessamento da linha ocorridos em momento anterior. O protocolo previa o encerramento da passagem da Travessa do Teatro, como é público, mas só se veio a consumar mais de 20 anos depois perante a impotência da Câmara Municipal liderada pelo PSD».

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