sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Mania Digital - a tua loja em Caminha


Qual a verdade da passagem da Travessa do Teatro?



O assimassim já tinha divulgado que iria reabrir a passagem de nível na Travessa do Teatro, em Vila Praia de Âncora, isto após um protocolo entre o município caminhense e as Infraestruturas de Portugal no âmbito da electrificação da linha do Minho. Um velho anseio das gentes daquela freguesia...

Agora, e em nota de imprensa, o PSD de Caminha salienta que esta força política «sempre afirmou» que a reabertura iria acontecer e, como tal, «a aprovação deste acordo de cooperação é apenas mais uma fase de todo o processo, que está ainda longe de terminar, porque terá de ser elaborado um projecto , haver aceitação pela Assembleia de Freguesia, existirão ainda processos morosos relacionados com terrenos, assim como deverão considerar-se os tempos de adjudicação de obra e toda a panóplia de procedimentos até que tal seja conseguido».

Relembra, também, que o «anterior executivo encetou negociações e esclarecimentos para demonstrar à Refer que a população não concordava com aquele encerramento. E, afirma ter sido o PSD o responsável pela abertura da passagem da Rua Cândido dos Reis, pelo menos para que as tradições religiosas fossem respeitadas, retirando o antigo “ muro da vergonha”».

Por outro lado, remonta a 1988 e refere que a « câmara de Caminha assinou um protocolo com a Refer para encerrar as passagens de níveis em Vila Praia de Âncora. Fê-lo “nas costas da população”, sem dizer nada a ninguém. Atraiçoaram Vila Praia de Âncora dividindo a freguesia num dos seus eixos comerciais mais importantes.

A surpresa aquando do encerramento da passagem na Travessa do Teatro foi enorme, isto porque, e segundo refere o PSD, tinha-se realizado a obra de valorização da freguesia, encetada pelo executivo PSD, ou seja, a requalificação do Parque Ramos Pereira, da Rua da Lagarteira e a criação de um parque de estacionamento condigno que servisse os comércios da freguesia, foram todos “apanhados de surpresa” com o encerramento desta passagem ».

«Sem relações não há diálogo»

O assimassim contactou o presidente da Câmara Municipal de Caminha, Miguel Alves, com o objectivo de obter esclarecimentos. O autarca local sublinhou que o «executivo do PSD não conseguiu nada da REFER durante 3 anos a propósito da passagem da Travessa do Teatro. A única coisa que aconteceu é que a Câmara PSD apresentou 2 desenhos à REFER que foram chumbados apesar de o Município assumir a totalidade da despesa da obra e a ex-presidente cortou relações institucionais com a empresa. Sem relações, não houve diálogo nem soluções.

Mas, o executivo socialista fez tudo, ou seja, «retomou as relações institucionais que estavam cortadas, apresentou um ante-projecto de passagem desnivelada (única possível) que foi considerada primeiro pela REFER e depois pela Infraestruturas de Portugal (IP), lutou contra o Governo do PSD que interrompeu os procedimentos para a modernização da Linha do Minho, última oportunidade para enquadrar a obra da Travessa do Teatro, voltou ao tema depois do Governo PS ter recuperado a ligação entre Viana do Castelo e Valença do Minho, negociou com o Governo de Portugal e com a IP para poder ter a passagem nivelada, foi conseguindo que a IP assumisse parte dos custos da obra e só se deu por vencida a batalha quando o Conselho de Administração da REFER decidiu assumir, inteiramente, os custos de concessão e construção da passagem desnivelada», sublinhou Miguel Alves.

Em resposta ao referido pela oposição de Caminha quanto ao sucedido no ano de 1988o líder do município caminhense deixou o recado: «Para quem não gosta de falar do passado, buscar razões há 28 anos para explicar que o PSD é inocente nisto tudo é obra! Há um protocolo dessa data que permitiu fazer o viaduto da Cruz Velha que liga a N13 à marginal de Vila Praia de Âncora, o túnel por baixo da linha do caminho de ferro na parte sul da Avenida Ramos Pereira e ainda colocar sinalização moderna noutras passagens niveladas em toda a extensão da linha que atravessa Vila Praia de Âncora. Em causa estavam acidentes e mortes ocorridas em espaços de atravessamento da linha ocorridos em momento anterior. O protocolo previa o encerramento da passagem da Travessa do Teatro, como é público, mas só se veio a consumar mais de 20 anos depois perante a impotência da Câmara Municipal liderada pelo PSD».


O novo PDM é nota discordante ...


O envio à assembleia municipal do novo Plano Director Municipal de Caminha. O actual executivo considera que «em três anos foi possível completar um processo que se arrastava desde 2006, deixando o concelho sem uma estratégia em matéria territorial».

O documento «é equilibrado», defende o executivo socialista e acrescenta, ainda, que o mesmo defende a paisagem e as pessoas, potencia o turismo e a economia e permite o crescimento populacional, estando preparado para acomodar um aumento da ordem das 10 mil pessoas ao longo da próxima década.

Este Executivo assumiu o processo de revisão como «uma prioridade», constituiu uma equipa de técnicos interna, coordenada pelo vice-presidente, Guilherme Lagido, e «lançou mãos à obra» e critica, também o anterior executivo por «nunca ter chegado ao fim».

Tal como o assimassim divulgou este documento foi alvo de mais de 300 reclamações, mas Miguel Alves, líder da autarquia caminhense, destaca que «o novo PDM resulta de um debate transparente e participativo, de um trabalho realizado sem recursos externos nem a avenças milionárias, como aconteceu antes. Foi possível desenhar um território que, sendo sustentado no turismo, valoriza a paisagem, a qualidade de vida e os espaços públicos cuidados».

No tocante às referidas reclamações o vice-presidente, Guilherme Lagido, refere que «apenas 2 por cento são provenientes de cidadãos do concelho. Essas reclamações foram analisadas, tendo sido atendidas cerca de 42 por cento. Este autarca local, ainda, salienta que «o território de Caminha é fortemente condicionado em termos de áreas que são reserva em matéria ambiental. No entanto, foi possível preparar a parte urbana para um crescimento substancial. Este não é um crescimento expectável, mas o que importa considerar é que o território não se apresenta estrangulado nessa matéria.

O actual executivo relembra que «acabou» por exemplo a área urbanizável”, passando apenas a existir solos urbanos e rústicos, sendo as exigências, no primeiro caso, «bastante restritivas». Refira-se, a título de exemplo, que a «lei faz depender o solo urbano da existência cumulativa de várias condições, entre elas as redes de água, saneamento, eléctrica, de comunicações e de transportes públicos.

«PDM CASTRADOR» - acusa o PSD


Esta força política de Caminha considera que as «380 reclamações mostram a indignação da população perante a imposição deste PDM». Apelidam o documento aprovado pela maioria socialista como « castrador » «» e «prejudicará gravemente centenas e centenas de famílias, afastando nitidamente o aparecimento de possíveis investidores.

Por outro lado, consideram que com este novo PDM « será uma oportunidade perdida para promover e concretizar um novo rumo estratégico para o concelho, sendo em alguns aspectos, um enorme retrocesso.

Este documento frusta as expectativas e até direitos adquiridos de muitos cidadãos. Reconhecemos que compete ao Município o direito e a iniciativa do planeamento, mas nunca sobre os direitos e justas aspirações das pessoas, com base em critérios discricionários, sem equidade e sem transparência.

Como é possível justificar retirar de solo urbano terrenos servidos por infraestruturas e incluir outros que não as possuem? Pedras no sapatinho para uns e prendas para outros?», aponta em nota de imprensa a concelhia do Partido Social Democrata.

A oposição de Caminha afirma ter participado na consulta pública deste novo Plano Director Municipal, mas as suas sugestões para «minimizar o impacto» não foram aceites. Dessas propostas destacam-se: a aquisição de terrenos junto aos nós da A28 para poder criar pólos industriais competitivos «promovendo assim a criação de emprego»; requalificação para Espaços de Actividades Económicas toda a área das antigas pedreiras, em Vila Praia de Âncora, junto à rotunda de acesso à A28, por «dispor de excelente localização e acessibilidade»; reformulação com «sentido de responsabilidade e sensibilidade social a questão do ordenamento, para que se atenue esta discriminação, sem sentido, entre as freguesias do interior e as do litoral. Assim, propusemos que fossem repostos todos os espaços urbanos e urbanizáveis, em todos os locais dotados de infraestruturas e que fossem revistos os zonamentos das freguesias do interior, de modo a reclassificar como solo urbano, aglomerados urbanos e espaços que já estejam dotados de infraestruturas».

Na referida nota de imprensa os sociais-democratas avançam que «um verdadeiro tornado prepara-se para arrasar o concelho de Caminha e o PSD nada pode fazer contra a vontade de uma maioria autoritária e ditadora de vontades, que se acha com o direito de retirar às pessoas direitos adquiridos com os seus terrenos apenas porque lhes apetece».



Estado olha por fortaleza da Ínsua

Este foi um tema já abordado pelo assimassim … Na altura, e devido ao Estado ter cedido ao Instituto Politécnico de Viana do Castelo, e disto já passou uma década, enviamos inumeríssimos emails ao presidente do referido instituto mas que ficaram sem resposta. A este instituto cabia a manutenção do monumento, entre outros aspectos de relevância.
Já na altura Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha, confidenciava-nos a sua preocupação e adiantava que a « deteriorização do forte» e salientava que « Já tive ocasião de o dizer em diversos fóruns, continuo a chamar a atenção para o facto em reuniões privadas e em aparições públicas e espero que possa surgir um projecto mais concreto, primeiro, e o apoio do Estado depois».
Recentemente chegou a boa nova que o Estado português pretende lançar um programa Revive para dar nova vida a património sem utilização e/ou degradado. O objectivo passa por um concurso para ser convertido num projecto turístico, no âmbito do programa Revive.
O actual líder do município caminhense respirou de alívio e acrescentou que « estão reunidas as condições para, dentro das regras definidas e com respeito pelo passado monumental do Forte da Ínsua, darmos a oportunidade aos investidores para resgatarmos um património que é um emblema do concelho de Caminha”».
O projecto “Revive” é uma iniciativa conjunta dos Ministérios da Economia, da Cultura e das Finanças, que abre o património ao investimento privado para desenvolvimento de projectos turísticos.
Será desta que a fortaleza da Ínsua volta a respirar vida? Miguel Alves está confiante e acrescenta que « hoje temos condições para aproveitar melhor aquela monumentalidade, sobretudo no quadro de um concelho apostado no turismo e na preservação do património e especialmente quando estamos a candidatar o estuário do rio Minho a Paisagem Cultural da UNESCO
Forte da Ínsua é um monumento nacional construído entre 1649 e 1652 e encontra-se numa pequena ilha rochosa, na foz do Rio Minho, perto da costa.



CÂMARA ASSUME GESTÃO CULTURAL Do cine-teatro dos bombeiros

A gestão cultural do cine-teatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora será assumida pela Câmara Municipal de Caminha a partir do próximo mês de Janeiro.
No protocolo estabelecido também está assegurada uma verba mensal, que permitirá à associação garantir o pagamento das obrigações assumidas com as obras. “Esta proposta é fundamental para a sustentação financeira dos Bombeiros, para suporte do pagamento das obrigações assumidas com a reabilitação do Cineteatro e para fomento da programação cultural em Vila Praia de Âncora e no concelho de Caminha”, defende Miguel Alves, presidente do município caminhense.
A câmara responsabiliza-se também pelo pagamento de todas as despesas relativas a energia, água, limpeza, manutenção e recursos humanos, pagando ainda à associação humanitária , mensalmente, a quantia de mil euros.
No próximo 7 de Janeiro, após duas décadas encerrado, as portas do cine-teatro dos bombeiros de Vila Praia de Âncora abrem definitivamente.


PSD APROVA O APOIO AOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE VILA PRAIA DE ÂNCORA

Por sua vez, a concelhia de Caminha do PSD emitiu uma nota de imprensa que assinala que os vereadores «criticam o presidente da Câmara por este usar um órgão camarário para maldizer anteriores direcções dos bombeiros daquela cooperação.
Esta postura «lamentável» a nada surpreende os sociais-democratas, mas «revolta por estar a criticar pessoas distintas da freguesia de Vila Praia de Âncora que, com honra,  coragem e legitimidade democrática assumiram dirigir os destinos desta associação tomando com total direito as suas opções».


Novo rosto no pólo da Academia de Música Fernandes Fão

É uma referência no ensino da música no concelho de Caminha, e um dos seus pólos está situado nesta vila. O novo ano trás à Academia de Música Fernandes Fão uma ampliação que está a ser realizada pela Câmara Municipal.
A intervenção passa pela ocupação do piso térreo da ala esquerda da antiga escola primária de Caminha, desactivado e em avançado estado de degradação e, consequente reorganização funcional. Esta ampliação surge na sequência do aumento de alunos inscritos na Academia no presente ano lectivo e consequente resposta às directrizes da direcção Regional da Educação do Norte e normativos de funcionamento de utilização de uma escola de música, nomeadamente no que concerne às áreas regulamentares, condições acústicas, ventilação e iluminação natural.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Parabéns SCC e atletas

O Sporting Clube Caminhense está em festa … São 90 anos de conquistas e formação de atletas. Sacrifício e determinação marcaram e marcam a história de um clube de raça e campeões. Dirigentes que traçam estratégias e objectivos que assegurem o nome e a referência que o Sporting Clube Caminhense foi alcançando ao longo de nove décadas dedicadas ao remo e ao concelho de Caminha e que ultrapassaram fronteiras.
Assim no passado dia 17 teve lugar a cerimónia de entrega das faixas aos campeões nacionais da época de 2015/2016, a qual aconteceu nos paços do concelho fazendo as honras o presidente da câmara,  Miguel Alves.Posteriormente, decorreu a Gala do clube, a qual teve lugar no hotel porta do Sol, e onde o clube entregou os troféus referentes a cada título obtido por cada atleta. Houve lugar ainda para se fazer a entrega das medalhas comemorativas dos 90 Anos aos actuais dirigentes, ex-presidentes do clube, alguns sócios e outras instituições.
No final toda a gente cantou os parabéns ao clube. Estiveram presentes a grande maioria dos atletas, vários sócios, apoiantes e patrocinadores, os quais não pouparam elogios ao Sporting Clube Caminhense.
A direcção, também, agradeceu a determinação e dedicação dos seus atletas, garantindo o esforço na conquista das melhores condições para a prática da modalidade e em manter a grandiosidade do clube.

Eis a lista dos campeões na época 2015/2016:


Veja as restantes imagens em:
https://goo.gl/photos/n41HH7KFkh3ym5Xh6

É tempo de descanso! …

O Agosto chegou e com ele o esperado descanso! … Sim, porque também nós precisamos de descansar, mas sempre atentos ao que passa no nosso co...