sexta-feira, 26 de maio de 2017

Manifestação de um desejo político sobre uma terra que amo!


Texto: Carlos da Torre
“O Concelho de Caminha pode ser o que os seus munícipes quiserem. O seu futuro depende do empenhamento cívico, da criatividade, do confronto franco de opiniões, da vontade, do envolvimento crescente de todos nos destinos do concelho. Mas, para que isso aconteça são necessárias mudanças profundas de cultura política. Começando pelo entendimento da actividade política, não como um sistema de desresponsabilização­ com “procuração” a uns quantos que, a partir daí, decidem em nome de todos, mas como um processo amplamente participado. Esta atitude, que nos parece fundamental para renovar a política, responsabiliza eleitos e eleitores não apenas no acto eleitoral, mas sempre. Desloca a responsabilidade das decisões para um circulo maior de saberes, de sensibilidades, de interesses legítimos, de inteligência e de culturas. Melhora a democracia. Melhora, pelos seus efeitos, a qualidade de vida das pessoas. Estamos profundamente convencidos disso.” Foi nestes termos que o Bloco de Esquerda se apresentou pela primeira vez a votos em eleições autárquicas em Caminha, há dezasseis anos.
Fui simpatizante do Bloco de Esquerda desde a sua criação e aderente desde 2002. Dei a cara pelo Bloco durante muito tempo nesse concelho. Fui o primeiro candidato à Câmara Municipal de Caminha, em 2001, em circunstâncias muito especiais. O advogado e destacado activista político e social ancorense Romeu de Sousa tinha assumido essa responsabilidade alguns meses antes, mas, entretanto, adoeceu gravemente. Apesar do entusiasmo e das adesões que o processo de candidatura tinha conquistado, não foi fácil manter o propósito. O Dr. Romeu tinha a experiência, a capacidade de trabalho e a notoriedade pública que nos pareciam indispensáveis naquele momento. Excluídas muitas outras alternativas, por indisponibilidades diversas, acabei por aceitar o desafio consciente das fragilidades dessa candidatura mas também convencido da sua utilidade para o debate de ideias em Caminha, que na altura vivia um acentuado adormecimento político. Fiz o melhor que sabia. Sem grandes resultados eleitorais, é certo.
Depois disso muita contribuição foi dada à política em Caminha por muitas pessoas em nome do Bloco de Esquerda, como os caminhenses se recordarão.
Agora não vivo em Caminha, por isso não tenho participação directa na actividade política do concelho. Mas sinto-me ligado. Continuo com parte do coração e das preocupações cidadãs onde vivi mais de duas décadas. E gostava muito que os aderentes, simpatizantes (e até outros cidadãos que possam convergir com o Bloco) se mobilizassem para retomar esse trabalho no concelho de Caminha, participando nas próximas eleições e voltando a eleger representantes para a Assembleia Municipal.
Da minha parte, não como candidato, mas apoiando, contarão com toda a colaboração que me for pedida e que eu puder dar a esse projecto.
A democracia em Caminha ganhará com uma participação forte do Bloco de Esquerda.

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